sexta-feira, 26 de junho de 2009

UMA SIMPLES INVERSÃO: DA PROFECIA AO DESEJO REALIZADO

Estava à espera da entrega de uma compra que fiz por telefone, e resolvi escrever este post depois que me veio à cabeça como as mudanças podem ocorrer com uma atitude simples, tão simples que ninguém acredita que funciona (até testar).
Na última quarta-feira, num bate-papo com três adolescentes, começou a rolar o papo sobre relacionamentos familiares. Uma das jovens tinha brigado com a irmã, e já faziam cerca de duas semanas que não conversavam. As outras que participavam da conversa, amigas de ambas as irmãs, insistiam para que ela tentasse uma reaproximação, mas ela estava irredutível.
"Enquanto ela não pedir perdão pelo que fez, não tem conversa", dizia.
Comecei a pensar: De fato, a família é um centro onde gira tudo que se refere aos nossos melhores, mas também piores sentimentos. É nela que o amor se revela da maneira mais pura, mas quando o ódio surge, também vem com intensidade devastadora. Já parou pra pensar que nossos parentes quando falam algo para ofender, o fazem de um jeito mais doloroso que outras pessoas (inclusive seu pior inimigo?).
Já parou pra pensar também que as melhores coisas da vida, os melhores momentos, as mais gostosas festas e os momentos mais emocionantes também ocorrem dentro deste círculo tão especial, tão "sem par", como dizem os sul-mineiros?.
Pois é por isso mesmo que a familia nos ensina!
Ensina a amar, a trocar experiências, a suportar a dor, o sofrimento, as raivas, frustrações... Se você não consegue fazer isso em familia, nem tente pisar na rua, pois vai se dar mal. Como exemplo, podemos citar as tantas familias desestruturadas, onde nada é aprendido, mas só marcada pelos traumas, e que fazem tantas crianças acabarem preferindo as ruas (onde, não por acaso, só caem em desgraça).
Enquanto elas discutiam, resolvi entrar no meio com uma pergunta à jovem, mas sem entrar no mérito da discussão que elas tiveram: "O que você pensa de sua irmã, em todos os sentidos"?
As respostas:
"Ela é muito inteligente, mas não dá pra conversar porque tudo ela acha que sabe!"
"Ela é uma guerreira, enfrentou muitas coisas difíceis por nossa causa (a familia), mas quer mandar em todo mundo!"
"Ela gosta da gente, mas tem que aprender que nem tudo pode ser do jeito que ela quer!"
Perguntei então: "O que você sente, agora, por ela?"
"Ah, eu a amo demais, mas tá difícil perdoar umas coisas que ela falou pra mim!".
Então, foi outra pergunta:
"Você gostaria de resolver esse problema com ela?"
"Sim, eu gostaria pelo menos de voltar a falar com ela, mas nós duas temos gênios difíceis".

Então dei uma sugestão: "Que tal você inverter as frases que está dizendo, para avaliar o que sente com elas?".
A garota não entendeu, a princípio. Disse-lhe então: "Respire fundo, pare e pense na primeira resposta que você me deu e a inverta, colocando o que há de positivo na última parte da frase: "Minha irmã acha que sabe tudo, mas é mesmo muito inteligente!".
Ela concordou e fez o mesmo com as outras frases:
"Minha irmã quer mandar em todo mundo, mas é uma guerreira, e sempre lutou pela familia"
"Minha irmã só precisa aprender que nem tudo pode ser do jeito que ela quer, mas eu sei que ela gosta da gente!"
"Tá difícil perdoar umas coisas que minha irmã falou para mim, mas eu a amo muito!". (No momento em que ela falou esta frase, veio aquela típica engasgada de quem tem um nó na garganta). Ela parou uns momentos, chorou... e repetiu: Eu a amo muito, muito, muito... e tô sofrendo por isso tudo.
Então dei a sugestão final: "Que tal usar a sua última frase, mas invertida, para conversar com ela, citando também esta primeira parte?".
E ela saiu disposta a usar este princípio: "Eu a amo demais! Sei que temos gênios difíceis (ou seja, somos iguais até nisto) mas gostaria muito de voltar a conversar com você".
E quanto ao perdão? Ela até tinha esquecido deste detalhe. Isso porque onde há amor, não é preciso perdão, só aceitação de que cada pessoa tem seu jeito de agir e age de acordo com o que sabe fazer.
Ela me ligou hoje para dizer que voltou a conversar com a "maninha", e que o assunto provocador da briga ficou para depois. O que importava mesmo era estar perto uma da outra.
Confesso que fiquei bastante emocionado com isso (É... acontece com a gente também..rsrsrs).

PARA VOCÊ!
Tem o costume de deixar o negativo como parte final de uma frase, e o que diz vira profecia? Isso acontece porque a mente fica com a informação mais próxima. Ex: " Eu queria muito este emprego, mas acho difícil conseguir esta vaga". NÃO CONSEGUE!
"Eu tô muito a fim daquela(e) garota(o), mas ainda não sei como me aproximar". NÃO SE APROXIMA, E AINDA PERDE A PARADA.
Quando a gente coloca o positivo por último, ou ganha energia para ir adiante, ou abrimos espaço para novas informações à mente.
Repare: "Eu acho difícil conseguir esta vaga, mas quero muito este emprego!". ENTÃO VAI CONSEGUIR, PORQUE REVELOU UM DESEJO, NÃO UMA PROFECIA.
"Eu ainda não sei como vou me aproximar, mas tô muito a fim daquela pessoa". SE ESTE É O DESEJO, IRÁ SURGIR UMA FORMA DE SE APROXIMAR (O universo conspira a nosso favor para que nossos desejos se realizem).
Experimente pegar as suas "profecias" e as inverta. Não custa nada fazer e ainda por cima é, pelo menos, uma forma de mudar a linha de pensamento, ainda que esta mudança seja pequena.
Ah, e se surgir aquela coisa terrível de "Eu até posso fazer, mas não acredito que funcione" (típico de quem sempre se sabota), que tal inverter também? "Eu posso até não acreditar que funcione, mas não custa nada fazer e VOU FAZER".
Experimente!

"Minha querida Alma, seja fonte de amor! Minha querida alma, faça de mim, hoje e sempre, uma pessoa que investe na convivência e no aprendizado".

Um comentário:

  1. Eu sei pra quem foi essa matéria, rsrsrs!!!! Adorei, como tudo que vc posta! já disse e repito, sou sua fã!

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