sábado, 23 de junho de 2012

MAPA MENTAL - APOIO À SUA INTELIGÊNCIA

Modelo de Mapa Mental. Veja e faça download de outros neste link: http://www.mapasmentais.com.br/index.php/modelos/


A aprendizagem é o meio utilizado pelo indivíduo para apropriar-se do conhecimento, o qual é construído de forma histórico-cultural. Nas escolas somos treinados a fazer anotações e listas verticalmente e por se tratar de um “hábito” há muito tempo adquirido, aceitamos sem questioná-lo. No entanto, novas pesquisas demonstram o quanto nosso cérebro é multidimensional.

Cada palavra ou frase que escrevemos ou ouvimos nos traz lembranças a elas relacionadas de forma contínua. Nosso cérebro faz relações com imagens e ilustrações, onde cada indivíduo tem sua interpretação. Pensando nisso uma ferramenta que pode ser utilizada como estratégia de mediação para o desenvolvimento das funções superiores é o mapa mental.

O mapa mental como nova possibilidade de registrar o conhecimento, pode contribuir com o desenvolvimento das funções psíquicas superiores; pois ao registrar o conhecimento utilizando este artifício, o individuo integra os hemisférios cerebrais, foca a sua atenção, organiza conceitos por categoria, desenvolve a lógica formal, entende o sentido de classificar, comparar e seriar e amplia o campo de percepção.

A ideia essencial é procurar lembrar tudo o que sua mente pensa em torno da idéia central. O cérebro de cada pessoa é muito específico.

O número de associações que nosso cérebro pode fazer é ilimitado. Essas conexões dependem de nossas experiências pessoais e de nossos conhecimentos prévios, variando, portanto, de pessoa para pessoa. Infinitas conexões podem ser feitas com uma simples palavra e sua tendência é fazer uma associação mais criativa do que uma associação baseada em memorização.

Assim, nasce o conceito de palavra-chave para memorização: é aquela palavra que força a mente na direção certa, dando-lhe a possibilidade de recriar uma informação no sentido desejado. Ou seja, uma palavra-chave, uma vez mencionada, traz consigo uma série de imagens especiais.

O Mapa Mental é útil na hora do estudo porque reduz, simplifica e seleciona as informações mais relevantes do assunto que está sendo estudado. A natureza aberta do mapa ajuda o cérebro a fazer novas associações mais rapidamente, as conexões entre os conceitos-chave são muito mais imediatas e, conseqüentemente, a criatividade torna-se muito mais fluente. O mapa torna a memorização mais efetiva do que se tivéssemos listas lineares de informações para decodificar e associar.

O especialista sobre o uso do cérebro, Tony Buzan, mostra, por meio de pesquisas nesse tipo de anotação, que 90% das palavras são desnecessárias para efeito de memorização, portanto, a melhor forma de memorizar, reviver a experiência de aprendizagem e aproveitar as oportunidades para adquirir um conhecimento permanente é através das imagens. O padrão visual, apoiado por cores, figuras e setas, torna mais fácil para o cérebro retomar à situação na qual o mapa foi criado.

Dicas para fazer um mapa mental

1- Use um caderno sem pauta, de preferência bem grande. Use lápis ou canetas coloridas. As cores estimulam sua imaginação e dão uma melhor visão do todo. Comece no meio do papel com uma imagem colorida. Uma imagem vale por mil palavras, encoraja pensamentos criativos e aumenta a memória.

2- Faça ramificações e escreva nelas palavras-chave referentes ao assunto.

3- Evite escrever várias palavras na mesma ramificação. As palavras devem ser unidades, assim cada uma fica livre para você pendurar nela tantos outros conceitos quantos forem necessários.

4- Desenhe caixinhas para as coisas que considerar mais importantes. Lembre­-se que você está fazendo um desenho, e não escrevendo um texto. Desenhe setas para mostrar a relação entre as ramificações que ficam em partes diferentes do mapa.

5- Como sua mente gera idéias muito rapidamente, sem pausas, não se preocupe com a organização. Isto ficará para o final do exercício.

6- Depois de anotar tudo que vier à sua mente, faça a edição do seu Mapa Mental. Uma das formas é traçar círculos ou "nuvens" sobre as atividades afins, de preferência usando cores diferentes para cada área.

7- Acrescente números para dar a ordem de importância ou para indicar uma ordem adequada, uma seqüência nas suas anotações.

8- Faça tantas edições quantas forem necessárias para ter um Mapa Mental completo e que ajude você ao máximo a alcançar o seu objetivo.

Uma vez editado seu mapa, você terá uma representação reduzida com as informações mais relevantes e de forma mais abstrata. Será mais fácil a memorização daquele assunto mapeado. Agindo assim, aos poucos você aprende a enxergar a essência do assunto e a refinar conceitos. Achando idéias e conceitos-chave em tudo o que for estudar, seu estudo fluirá melhor.

Esta também é uma ótima estratégia na Clinica Psicopedagógica. Segue abaixo um modelo para orientá-los melhor.

Fonte: Revista do Psicopedagogo, ano 1, volume 1

sábado, 9 de junho de 2012

ONDE VOCÊ COLOCOU O SAL?

O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de Sal em um copo d'água e bebesse.
-"Qual é o gosto?" - perguntou o Mestre.
-"Ruim" - disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago.
Então o velho disse:
-"Beba um pouco dessa água".
Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou:
-"Qual é o gosto?"
-"Bom!" disse o rapaz.
-"Você sente o gosto do sal?" perguntou o Mestre.
-"Não" disse o jovem.
O Mestre então, sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:
"A dor na vida de uma pessoa não muda.
Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos.
Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta. É dar mais valor ao que você tem, do que ao que você perdeu".

Em outras palavras:
É deixar de ser copo para tornar-se um lago.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

DEPRESSÃO, COMO ENFRENTÁ-LA?

A depressão é uma doença do foro psíquico que deixa a pessoa num estado de tristeza e desânimo tal, que esta deixa de ter controlo sobre a sua própria vida e os seus actos. Embora as oscilações do estado de espírito (é através dele que se manifestam as emoções e os sentimentos) tenham uma margem de flutuação normal, oscilando mediante as circunstâncias que nos rodeiam, fala-se em depressão quando o sentimento de tristeza é profundo e desproporcionado em relação à situação.
No nosso país existem inúmeras pessoas que sofrem de depressão e, segundo estatísticas recentes, pelo menos um em cada quatro brasileiros já passou, em determinadas alturas da vida, por uma fase depressiva.
A depressão, chamada também de “doença do desenvolvimento”, visto o homem nunca ter estado tão dependente de si como agora, afeta mais as mulheres (cerca de dez por cento) do que homens (cerca de seis por cento). Mas, curiosamente, são as mulheres que mais facilmente procuram a ajuda de um médico psiquiatra, enquanto nos homens existe uma maior tendência para negar a doença.

Existem duas formas principais de depressão:

• Reativa e exógena, que surge como reação a uma causa externa e traumatizante como, por exemplo, a morte de uma pessoa querida, um problema profissional ou um desgosto amoroso. Também se incluem as depressões causadas por conflitos psicológicos, sendo estas as mais frequentes, afectando oito em cada dez pessoas deprimidas.
• A endógena, é uma depressão aparentemente sem motivo e muito mais difícil de ser tratada, já que pode ter sido provocada por um desajuste neuro-químico, ou seja, por uma pequena alteração em certos componentes do sistema nervoso central.

Sintomas:

Entre os sintomas físicos, os mais frequentes são: esgotamento e a sensação de fadiga, falta de apetite ou excesso de apetite, dores de cabeça contínuas, problemas digestivos, cãibras musculares e taquicardia. Também podem surgir problemas dermatológicos; eczemas e perda de cabelo; e alteraçõеs sensoriais como, por exemplo, a perda de equilíbrio e tonturas.
Os sintomas psicológicos mais frequentes são a tristeza e o abatimento, os quais chegam a um ponto tal que o doente sente-se incapaz de realizar os esforços necessários para superar esta situação.
Os pacientes depressivos tendem a sentir-se incompreendidos pelas pessoas que os rodeiam, vivendo a sua situação com grande angústia e ansiedade.
O doente torna-se mais apreensivo e susceptível e comporta-se de forma inquieta e perturbada. Sente-se, na maioria das vezes, desgostoso por ter perdido as suas ilusões e tende a fechar-se no seu mundo muito próprio e é acometido por frequentes crises de choro.

Como se cura:

A depressão é uma doença que se cura de duas formas: com a terapia psicológica e com a ministração de medicamentos antidepressivos.

A psicoterapia e a psicologia dispõem de recursos suficientes para ajudar a pessoa doente a encontrar as causas que provocaram a depressão e, deste modo, descobrir o meio mais eficaz de modificá-las na realidade ou na atitude pessoal para neutralizá-las.
Partilhar com um especialista o sofrimento e a angústia é uma forma de libertação dos mesmos e um óptimo ponto de partida para superar a depressão.
Actualmente, existem medicamentos antidepressivos de acção segura e eficaz e que devem ser tomados somente com prescrição médica. Estes medicamentos actuam de forma selectiva sobre os mediadores bioquímicos da transmissão nervosa.
A força de vontade e o desejo de não querer estar deprimido são as duas armas mais eficazes que o doente possui para vencer a depressão. Tal como acontece com as outras doenças, não se deve sentir vergonha por pedir a ajuda de um especialista.

Os fármacos antidepressivos devem ser sempre receitados e controlados por um medico!

Causas que provocam a doença:

As causas de ordem psicológica que podem desencadear uma depressão dependem da personalidade de cada um. Uma crise pessoal provocada pela idade, o trabalho ou a rotina, podem dar lugar a um círculo vicioso do qual o doente não consegue sair.
Nas mulheres, sobretudo nas donas de casa, a chegada da menopausa é uma etapa muito critica, responsável por grande parte das depressões femininas.
A ansiedade e o stress, se não forem combatidos a tempo, podem acabar numa depressão.

Momento de depressão. Como prevenir:

Levar uma vida estimulante e agradável e encontrar o equilíbrio entre as fontes de prazer e de sofrimento são as atitudes que actuam de forma positiva sobre o indivíduo. Cada um deve encontrar as compensações necessárias para superar os problemas da vida.
Aprender a dizer “não” e estabelecer limites pessoais em relação ao excesso de trabalho e sentido de responsabilidade.
Impor uma certa disciplina no que diz respeito às actividades sociais: conhecer pessoas, comunicar, dialogar, dar afecto e recebê-lo. Numa palavra: partilhar experiências e ilusões.
Não sentir auto-compaixão e evitar expressões do tipo;`não sou capaz” ou “não pude fazer nada”. E necessário modificar a atitude vital para “crescer” pessoalmente e não limitar esse crescimento.
Pensar em si mesmo e tentar conhecer-se, evitando os contínuos sentimentos de culpa.
Aprender a analisar os problemas e descobrir as suas possíveis soluções, mesmo que seja teoricamente.

É preciso levar em conta:

A força de vontade é um elemento decisivo e fundamental para superar a depressão.
Ter a consciência de que um medicamento não vai solucionar os nossos problemas e não convertê-los numa muleta, sem a qual não nos poderíamos manter em pé. Cabe a nós superar uma situação depressiva e encontrar novos estímulos e ilusões.
A actividade ε a aprendizagem são dois aliados eficazes no reforço da personalidade e no combate àś reacções depressivas.
Praticar um exercício físico adequado ao nosso gosto e necessidade, visto que a prática de um desporto anima o nosso estado de espírito.
Encontrar o tempo necessário para nos dedicarmos aos pequenos prazeres da vida que a tornam tão agradável.

Não se deixe levar pela doença, a depressão quando encarada com determinação é uma oportunidade fantástica para a mudança, permita-se mudar, este momento na sua vida pode ser o catalisador que necessitava para ter a vida que sempre desejou. A depressão era encarada pelos povos mais antigos como um momento de transformação interna, mantenha a esperança e pratique a paciência, relaxe e respire profundamente.

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