quinta-feira, 23 de julho de 2009

QUE BICHO VOCÊ É?

Sempre que me perguntam como faço para identificar características da personalidade das pessoas, me vêm sempre à mente os vários testes psicológicos que faço em cursos, nem sempre descomplicados, mas que ajudam muito bem nesta tarefa.
No entanto, você mesmo pode fazer um teste simples e, através de uma metáfora simples, a comparação com um animal, descobrir ou, talvez, passar a aceitar melhor algumas das suas próprias características.
No site do Terra há um teste muito legal, que pergunta: Que bicho você é? A brincadeira foi colocada num post da comunidade da BRAIN, uma descoberta ímpar da nossa "brainfriend" Nandinha, e eu não resisti: tratei de trazê-la pra cá também.
Faça o teste no link abaixo e veja que bicho você é!

QUE BICHO VOCÊ É? CLIQUE E DESCUBRA!

O meu, pelo teste, é uma TARTARUGA. Veja a descrição:
Este animal é o símbolo da sabedoria. Você sabe melhor do que ninguém que "devagar se vai ao longe" (é melhor fazer tudo com calma e direitinho para não tomar o caminho errado, não é mesmo!?!). Este seu jeito de levar a vida lhe traz uma baita experiência, que poderá ser compartilhada com os outros. A tartaruga sempre carrega muita bagagem nas costas. Lembre-se: você tem a voz do conhecimento. Quando ela recolhe a cabeça, muitos pensam que é covardia, mas na verdade, daí vem todo seu poder de concentração.

Em tempo: Não custa nada você ver o resultado e colocá-lo para nós nos comentários do Post, não é mesmo? Aguardo sua participação.

APÓS FAZER O TESTE, CLIQUE PARA COMENTAR AQUI

terça-feira, 21 de julho de 2009

MOTIVAÇÃO: VOCÊ COSTUMA ESCOLHER O ESPINHO OU A FLOR?

(Puxa! Quando terminei uma conversa legal com uma amiga e resolvi escrever este texto, não imaginei que ficasse tão longo... mas, enfim, se foi assim é porque tinha que ser. Aproveite!)

Parece ser sempre algo que nunca muda: A pessoa começa um novo trabalho, ou ganha uma nova oportunidade para começar tudo com uma energia renovada, parte pra cima, na certeza de que "agora vai"... mas após algum tempo já está cansada, com os mesmos problemas de antes, as mesmas reclamações, o mesmo sufoco! Então passa por uma crise daquelas, acredita que tudo está acabado!
Então as coisas se ajeitam, a crise passa, e tudo começa novamente!
Legal, né?
Bem... seria, se de novo esta pessoa não caminhasse para o mesmo abismo que sempre está lá, esperando para que ela caia novamente. Um círculo vicioso que parece não ter jeito.
Acontece em todos os setores, em qualquer área de atuação, seja na vida pessoal ou profissional (que embora muita gente trate separadamente, tem tudo a ver uma com a outra, no sentido de realização).
É a professora ou professor que inicia o ano cheio de gás, e quando chega nas férias está tão deprimido que nem consegue pensar em diversão. É o profissional que troca de emprego para tentar uma vida nova, mas acaba no mesmo sufoco, na mesma falta de dinheiro, na mesma falta de reconhecimento. É a mulher ou o homem que tenta novamente investir num relacionamento que acaba sempre em decepção....
Estas pessoas, muitas vezes (embora não seja a maioria), até sabe onde ocorreram os erros que levaram ao sofrimento da vez anterior, às atitudes que a conduziram à crise, e até evitam cometer os mesmos equívocos, mas estranhamente não conseguem evitar o fim nada animador.
E então, lá está ela, a crise, pronta para fazer parte de sua vida de novo.

Como quebrar este círculo? Como mudar o final desta história?
Muita gente pensa que se conseguir mudar algum erro cometido no caminho que escolheu anteriormente, e consequentemente o final que sempre angaria com ele, irá resolver o problema. Só que tenta uma coisa nova, muda o jeito de agir, mas o "the end" continua o mesmo (e nada feliz)!
A razão é simples: o problema, nem sempre, está no caminho escolhido (embora este possa ser mudado também), e nem nos objetivos externos, mas nas razões internas que nos levaram a escolher o referido caminho e a valorizar os objetivos externos.
Passamos anos e anos tentando alcançar determinados objetivos. Externamente, definimos que vamos ganhar determinada grana ao final do ano, que vamos conseguir o amor de nossas vidas, que trabalharemos no emprego dos sonhos... e até chegamos a conseguir parte disso tudo. No entanto, esquecemos que temos motivações que interferem diretamente nestas escolhas, e muitas vezes, por nos recusarmos a incluir estas razões no processo de "avaliação de crise", nos mantemos no círculo vicioso.
Ex: Uma jovem termina o segundo grau, e agora tem tudo para entrar numa universidade, se formar na profissão que quiser. Decide por uma outra profissão, numa faculdade que está perto de casa, "para cuidar da sua mãezinha", ou da sua irmãzinha, ou porque o "namorado não quer saber de ficar longe...". Atitudes louváveis (exceto a parte do namorado, que se a amasse de verdade entenderia que ela precisa crescer e seguir sua vida), em especial se a mãe não tem mais ninguém e não tem condições de sobreviver sozinha, ou a irmã é muito pequena e não pode se virar...
No entanto, chega um momento em que a pessoa permanece com as mesmas idéias, mesmo depois da morte dos pais e com a irmã já crescida. Se aperta, não consegue estudar direito, as coisas não andam bem na vida pessoal, o emprego não dá para manter os estudos e os gastos pessoais, tampouco os da casa... E NINGUÉM TÁ NEM AÍ! A jovem abandona os estudos, passa a ter dois empregos para tentar melhorar de vida, as contas aumentam... e vem a crise!
Uma chacoalada na vida, uma boa chamada de atenção, a pessoa se analisa, passa por psicólogo, faz cursos de auto-ajuda, se recupera, e começa tudo de novo, com novo ânimo. O objetivo agora é outro: ganhar um bom dinheiro, ser a melhor vendedora, empregada doméstica, secretária... mas tudo acaba em sofrimento, como na primeira vez.
Então vem uma nova oportunidade, ela define novos objetivos, até escolhe outros caminhos, se anima, se enche de expectativas... mas, nada!

Caso real - motivações
Um caso parecido ocorre, repetidamente, com uma garota do meu círculo de amizades, e ela perguntou para mim: Onde foi que eu errei? Eu fiz tudo certinho! Por que, por mais que eu tente, nada parece dar certo?
A minha resposta foi simples e imediata: "Você tentou novas idéias, tentou, sim, novos caminhos, mas não aproveitou as suas crises para incluir uma mudança no cenário de sua história". De fato, é o que acontece com muitos de nós: Tomamos novas decisões, mas motivados por idéias antigas!
No caso de minha amiga, que já tem uma boa formação profissional, o problema estava em que sempre que surgiam novas oportunidades, ela escolhia a que lhe permitisse permanecer em sua cidade, ficar perto dos pais, de uma outra amiga muito querida (e carente que só ela). Só que estas motivações não lhe davam energia por muito tempo, pois o seu desejo de voar, de crescer, de seguir adiante com sua vida, de se realizar, estava simplesmente travado! Seria possível fazer isso em sua cidade? Sim, seria, mas os fatores que poderiam produzir este crescimento não estavam sob seu controle, mas no de outras pessoas, que não davam a mínima! Ela abria mão de oportunidades maravilhosas em outros locais, mas se recusava a admitir que as razões de suas escolhas é que a levavam às crises, e não as pessoas a quem ela culpava.
O que eu disse, claro, gerou protestos. "Não acha um motivo justo eu cuidar dos meus pais, de amar a minha cidade e querer que ela melhore?", ela reclamou. "Claro que é", respondi. "Mas, primeiro, isto não cabe totalmente a você, e, segundo, se este motivo realmente lhe preenchesse, VOCÊ SERIA FELIZ INDEPENDENTE DO QUE ACONTECESSE COM SUA CARREIRA. Se há frustrações, é porque as razões escolhidas não são as mais indicadas, e tampouco as que realmente lhe movem. O que lhe move é o desejo de ser feliz, mas você está presa a expectativas que não podem ser concretizadas a partir de si mesma".

Amor ou crença negativa?
Se você, leitor ou leitora, discorda de mim, e diz que "a gente se sente bem em ver os seres amados felizes", deixe-me lhe perguntar, então: "Porque você fica pra baixo enquanto eles estão numa boa"? Eu garanto que é porque NINGUÉM É FELIZ ESQUECENDO DE SI MESMO. Se esta motivação (a de estar perto e cuidar das pessoas amadas) estivessem realmente dentro de você como algo que se basta, os finais de seus anos, de suas histórias, de suas tentativas de melhorar cada vez mais seriam muito, mas muito felizes, porque seria realmente por AMOR, e não pela expectativa de algum retorno ou pela CRENÇA de que "isto é o certo".
No entanto, é preciso lembrar que o amor também nos leva a tomar caminhos que os seres amados podem não entender, mas irão lhes trazer benefícios da mesma forma. É tudo uma questão de organização.
Pense: se você quer dar melhores condições de vida para sua familia, vai conseguir isso se ligando a um trabalho mal remunerado e que só lhe traz frustrações, ou partindo para um outro, mesmo que distante, mas que lhe dá muito mais retorno financeiro? Por outro lado, se você pensa que o melhor é "estar sempre por perto", então para que se ligar no dinheiro ou em melhorias? Tem gente que se preenche com uma vida simples perto das pessoas que ama, e não é o retorno (seja ele financeiro ou mesmo de reconhecimento) que lhe faz bem, mas o simples ato de estar ali! Já há outros que precisam sair de sua área, deixar o seu quintal para trás, expandir os seus limites para serem felizes, e essa felicidade acaba se traduzindo nos retornos à sua origem, nas visitas aos amigos e à familia. Dá medo,muitas vezes, mas depois de dado o primeiro passo...
Se der pra juntar as duas coisas, melhor ainda, mas se não for possível, pra que escolher o espinho ao invés da flor?

Opções
Não sei qual será o caminho escolhido pela minha jovem amiga para suas próximas aventuras (ou desventuras), mas que ela ficou bem mais aberta a novas opções, ficou.
Uma outra pessoa muito especial, moradora do interior do Paraná, parece ter aprendido esta lição. Pegou para sua vida uma frase que lhe disse: "Se for para tomar uma decisão, tome-a com base em motivos novos, e não por razões antigas, que só te trouxeram frustrações", e resolveu avaliar possibilidades numa cidade distante da sua. Terapeuta de mão cheia, ela via suas energias serem sugadas por pessoas a quem amava, mas que precisavam aprender a "se virar" sem ela. No entanto, sempre que surgiam novas oportunidades, ela escolhia a mais cômoda (para os outros) e acabava sofrendo por conta disso, não no começo (decisão tomada, energia renovada), mas no fim (frustração). Claro que havia uma fé de que "as coisas seriam diferentes", que tudo iria mudar para melhor, mas o resultado era sempre o mesmo.
A nova idéia pode também não dar o resultado esperado? Pode! No entanto, a partir deste momento ela fez algo que a PNL considera essencial: buscou novas alternativas, colocou novas opções em sua vida, e isso vai abrir caminhos para mais e mais oportunidades (pressuposto da PNL: Ter duas opções é sempre melhor do que ter apenas uma ou, pior, nenhuma!).

A crise é como uma febre
Tem gente que quando entra em crise começa a batalhar para sair logo dela. Só que muitas vezes esquece de aprender com este momento.
Acreditamos que a crise é gerada por um fator externo (a perda do emprego, a falta de dinheiro, o não reconhecimento dos nossos esforços), mas esta crença está errada. A crise, na verdade, indica que algo dentro de nós não está nos levando para onde queremos. Uma crença equivocada, uma motivação que não leva a lugar nenhum, um desejo que não está sob nosso controle são geralmente as verdadeiras causadoras de crises. Assim como a febre indica que há um problema com o nosso organismo, um "corpo estranho" que precisa ser expelido, uma inflamação que precisa ser curada, a crise indica que nossas idéias precisam ser reformuladas, nossas crenças mudadas, e que nossas razões internas para as buscas realizadas até o momento precisam de novos direcionamentos.
A proposta não é "sair da crise", mas "aproveitá-la para mudar nossa estrutura de pensamento, ampliar nosso mapa, rever nossos filtros", e aí, engraçado, cadê a crise?
Só assim sairemos de fato prontos para uma nova vida!

As perguntas mágicas
Vi numa propaganda que não são as respostas que movem o mundo, mas as perguntas. Concordo plenamente! Baseado nisso, que tal se você fizesse algumas bem interessantes nos seus momentos difíceis? Seguem algumas sugestões:

- Minhas expectativas estão voltadas para o que "eu posso fazer" ou para o que "eu espero que os outros façam"?

- Se colocar numa balança, minhas decisões me trouxeram mais alegrias ou mais frustrações (escolhi os espinhos ou as flores)?

- A frustração que vivo agora já ocorreu antes? O que me fez, então, escolher de novo o caminho que me levou a ela?

- Decido fazer ou viver algo por que EU QUERO, ou porque ACREDITO que seja o que AS PESSOAS QUE AMO DESEJAM?

E tem mais uma, interessantissima:
- Quero chegar a um determinado objetivo para ME SATISFAZER ou para NÃO DECEPCIONAR OS OUTROS?

Ah, não posso esquecer que também existe uma perguntinha que sempre faço nestes casos, com base numa metáfora:
- O teimoso sempre tenta conseguir o mesmo objetivo com as mesmas ações, mesmo dando com os burros n´água. O persistente busca o mesmo objetivo, mas sempre buscando novas opções. Se for o caso, até abre mão, ainda que temporariamente, de uma meta em nome de outra. Ele sabe que esta mudança vai levá-lo, no final, ao que ele realmente quer. Então, SOU TEIMOSO OU SOU PERSISTENTE?

Sofrer por dentro ou por fora?
Pare, pense, pergunte-se! Saiba, entretanto, que a decisão é sua, e seja qual for a escolha, faça-a por razões que lhe tragam coisas positivas, mesmo que com alguns percalços.
Mais uma vez me lembro do meu Mestre José Osvaldo. Ele costumava dizer às pessoas que se diziam prontas para ajudar os outros, mas sempre reclamavam da vida: "Se você pensa que abrir mão da felicidade é imitar a Jesus, saiba que o Rei sofreu dores horrendas no seu corpo, mas por dentro sua alma sorria! Isso se deu porque ele sabia que suas escolhas eram de sua inteira responsabilidade, e amava as pessoas sem esperar nada em troca (tanto que recebeu a cruz, que ninguém deseja). Se as suas escolhas (sua cruz) te levam ás lágrimas na alma, é porque pegou para si uma responsabilidade que não lhe pertence! Não é uma imitação do Cristo, mas uma caricatura, e muito mal feita".
Entendeu? Então, acorde!

"Minha querida alma, frustrações e equívocos, que vivi e recebi até o momento, ACABARAM!"
"Minha querida alma, faça de mim uma pessoa persistente".
"Minha querida alma, faça de mim uma pessoa consciente de suas escolhas".

sexta-feira, 10 de julho de 2009

PRÉ-INSCRIÇÕES PARA VIVÊNCIA

Oi, amigos e amigas!
A pedidos, resolvi abrir pré-inscrição para uma vivência de ATPP/PNL, com técnicas e também elementos da Inteligência Multifocal.
Na vivência, trabalhamos dicas da ATPP para o dia-a-dia, técnicas simples da PNL para momentos especiais e vivenciamos a prática das "artes" da Inteligência Multifocal.
Indicado para todas as pessoas, em especial professores, vendedores, comerciantes e empresários em geral.
Faça sua pré-inscrição pelo e-mail, com seu nome, data de nascimento, cidade, e telefone ou MSN para contato.
Os trabalhos iniciam no sábado à noite, com apresentação e sensibilização, e termina no domingo, após o lanche vespertino.
A taxa será de R$ 50,00 + hospedagem (se você for de outra cidade e precisar de hotel, que podemos indicar a preços especiais). Na taxa estão incluídos material de estudo, certificado de participação, almoço e lanches da manhã e da tarde.
ATENÇÃO: O final de semana e o local do encontro serão definidos de acordo com o número de pré-inscrições (minimo de 20, máximo de 40 pessoas).
Participe: Envie seus dados para mago_atpp@hotmail.com

quinta-feira, 9 de julho de 2009

COMO SÃO SUAS FÉRIAS?

VEJA TAMBÉM ANÁLISE DO LIVRO "INTELIGÊNCIA MULTIFOCAL" NO SHVOONG
Já estão chegando as férias, geralmente um período esperado por muitos, que só faltam mesmo até fazer promessa para que os dias passem rápido e finalmente chegue o momento tão esperado de "descanso". As pessoas juntam dinheiro pra gastar numa viagem, faz planos para aproveitar bem os dias... e quando finalmente eles chegam, acontece algo totalmente inexplicável: Não se aproveita nada!
Será que isso já aconteceu com você? Parece loucura (e se analisarmos bem, realmente é), mas isso se dá com frequência.
Quantas vezes o empresário está na praia, com um mar que só falta falar "vem que eu tô no ponto", com gente bonita do lado, com um sol maravilhoso... e está ao celular cuidando de problemas que, muitas vezes, só ele acha que existe em sua empresa. Liga para saber como estão as coisas, se não precisam de algo, pra perguntar se estão seguindo suas ordens de serviço...
E o professor ou professora que passa meses aguentando o "zezinho mal-educado", ou as dificuldades de uma escola mal equipada, ou mesmo pais que jogam responsabilidades que seriam suas nas costas do mestres, e quando finalmente tem um tempo para respirar, simplesmente passa estes dias alimentando a depressão, pensando no dia da volta às aulas? Isso quando não tentam transformar os familiares em alunos, com férias carregadas de "regras", passeios com um rígidio itinerário e até mesmo programas que não se revelam uma boa pedida.
Sem falar nos planejamentos mal-sucedidos: Aquela viagem de férias que virou um mico, o passeio na floresta que se transformou em trabalho para os bombeiros, a excursão que virou um pesadelo porque não era bem aquilo que se esperava...
E então se passam os dias, há um esforço sobre-humano para tentar "salvar" as férias, e quando elas terminam, você está mais cansado (a) do que estava antes do "descanso".
Quantas expectativas formadas, quantas decepções, quantas frustrações vividas!
Por outro lado (felizmente) há também pessoas que curtem o que vier! O empresário desliga o celular, deixa recados apenas para emergências daquelas realmente inadiáveis (morte na familia, acidente grave na empresa, ou algo do gênero), e trata de pescar em alto mar, surfar, nadar, se deliciar com os pratos típicos das cidades marítimas.
A professora vira criança. Se diverte em parques, passeia pelas matas ou simplesmente vai para um lugar tranquilo, para comer bolo de fubá e curtir a natureza, brincar com os filhos, sobrinhos, "festar" com os amigos.
O passeio que virou mico passa a ser diversão. Ficar perdido na floresta se torna uma aventura, e a excursão jamais vira pesadelo, mas, sim, apenas mais uma grande novidade que deve ser aproveitada ao máximo.

Férias são para.... o que mesmo?
Costumo dizer que férias não são para "sair" do espaço em que você vive, mas para "voltar" ao espaço que lhe faz bem! Este espaço pode ser a sua própria casa, na sua cidade. Pode ser a casa de sua familia, lá no interior de São Paulo ou no Nordeste do Brasil. Pode ser aquele belo lugar que você conheceu um dia e quer visitar de novo ou... uma gostosa sensação que você sentiu e quer sentir de novo. Neste ponto, dá pra entender porque alguns professores conseguem descansar dando aulas gratuitas numa comunidade carente, porque alguns empresários escolhem dar palestras de verão para universitários, porque alguns jornalistas escolhem fotografar ambientes diferentes em cidades diferentes, ou porque vários profissionais (pedreiros, carpinteiros, pintores ou qualquer outro) escolham integrar uma ação de ajuda humanitária... Estas pessoas sentem o mesmo que os que preferiram se valer de atos totalmente diferentes dos que estão acostumados a fazer, como o médico que resolveu escalar uma montanha, o comerciante que foi pescar no Rio Paraguay, o grupo de psicólogos que montou um time de futebol e partiu em excursão pelo interior em jogos de várzea.
A partir daí, não importa o que eu decida fazer, não tenho compromisso com mais nada (nem mesmo com o sucesso de uma excursão, de um passeio... até o bolo de fubá pode queimar!)
Não há expectativas! Não tenho que fazer isto ou aquilo. É tudo apenas prazer (não é pra isso que inventaram as férias?)!. Não tenho, em outras palavras, "compromisso com o êxito", mas comigo mesmo!

"Estou de férias"
Um grupo de profissionais liberais (advogados, médicos, comerciantes) embarcou no Terminal do Tietê, num ônibus de Turismo, para seguir numa longa viagem ao litoral nordestino. A idéia era fazer várias paradas pelo caminho, conhecer e fotografar pontos interessantes entre São Paulo, Minas Gerais e Bahia, onde finalmente ocorreria a última parada.
Menos de três horas de viagem (que duraria no mínimo dois dias com as paradas), surgiu o primeiro imprevisto. O trânsito estava interrompido por causa de uma enorme carreta com turbinas de hidrelétricas. Uma advogada começou a lamentar que não chegariam no primeiro ponto de parada a tempo de tirar belas fotos. Xingou o motorista da carreta, os que o escoltavam, reclamou com os colegas. O seu colega de trabalho, no entanto, foi até a frente do ônibus e tratou de tirar boas fotos da turbina, assim que conseguiram passar por ela. Comemorava cada flash, e mostrava aos outros viajantes na sua digital.
Na primeira parada, já era noite, e resolveram descansar um pouco, para depois seguirem viagem. Quase 17 horas depois, com horários fora do que estava combinado (o que gerava ainda mais reclamações da advogada), e com todos já desejando que a Bahia chegasse logo, outro sufoco: o pneu dianteiro do ônibus estourou.
Coitado do motorista! Aguentou poucas e boas da advogada, que criticou a empresa, o modelo do ônibus, a falta de profissionalismo, ele próprio, e etc, etc, etc... O colega, todo sorrisos, mesmo com a roupa amassada, os cabelos totalmente bagunçados e de chinela de dedo, desceu do ônibus para ajudar na troca do pneu. Não havia estepe! Ele e o motorista foram, a pé, para a cidade mais próxima, para buscar ajuda. A máquina digital, claro, foi com ele. Só quatro horas depois é que conseguiram sair daquele lugar e seguir viagem.
Dentro do ônibus, a advogada se aproximou e se queixou, mais uma vez. "Estamos muito atrasados, não vamos aproveitar quase nada! E você, quando chegarmos de volta a São Paulo, vai me ajudar a processar esta empresa!". O colega, que tentava cochilar, tirou o boné do rosto e disse, num tom de quem está com aqueeeela preguiça, mas ainda sorridente: "Nem pensar!", simplesmente.
A mulher não se conformou. Disse que todos os seus planos foram por água abaixo. Que não conseguiu tirar nenhuma foto das que queria, que sabia que quando chegasse à Bahia ia estar tão contrariada que não conseguiria se divertir. Alguém tinha que pagar por isso, afinal, ela TINHA QUE APROVEITAR SUAS FÉRIAS!
Ele, no entanto, disse que havia tirado mais fotos do que esperava, que iria criar uma exposição no escritório com o nome de "aventuras de férias", que seus planos incluiam apenas entrar no ônibus e o resto seria lucro, que quando chegasse na Bahia iria aproveitar cada minuto e ninguém tinha que pagar nada por isso, afinal, ele JÁ ESTAVA DE FÉRIAS!
Entendeu? Então faça o mesmo nas suas, ok?
Em tempo: Na volta, o advogado cumpriu o que prometera: Fez quadros das fotos que considerou mais bonitas e expôs no mesmo escritório que trabalhava com a "reclamona". E ele ainda ganhou um concurso de fotografia, com a que ele havia tirado do motorista trocando o pneu e a advogada com o dedo em riste, incomodando seus ouvidos com seus gritos.

Minha querida alma, seja fonte, hoje e a todo momento, de equilíbrio e consciência interior. Seja fonte de prazer, alegria e liberdade!

terça-feira, 7 de julho de 2009

COMPARE E ENTENDA (07/06)

"Se você colocar três vasilhas com água em temperaturas diferentes, uma gelada, uma fervendo e outra morna (entre as duas anteriores), irá notar que quem colocar a mão na água quente e depois na água morna sentirá que esta segunda está "muito fria". Porém se primeiro for tocada a água gelada, a morna então se tornará "muito quente"."

Da mesma forma, é a realidade vivida por cada um que define qual será a sua reação aos acontecimentos da vida. É por isso que não adianta tentar ensinar a uma pessoa que vive na mais absoluta pobreza a ter a mesma postura que alguém que nunca passou fome na vida, e tampouco de quem ganha muito dinheiro. Se você vive numa favela ou num bairro dominado pelo tráfico, acha normal encontrar usuários de drogas pelas ruas, mas se vive numa "zona de proteção", não considerará nada disso natural.

"Já experimentou comer um bolo por partes? Imagine se para deliciar esta guloseima, você primeiro tomasse o óleo de cozinha, depois comesse os ovos batidos (crus), a farinha de trigo, o sal ou o açucar e seguisse ate chegar, por último, ao fermento? Seria muito ruim, com certeza, porque o bolo só fica gostoso quando se juntam estas coisas que, sozinhas, não são lá muito agradáveis, e se passa tudo pelo forno".

Agora pense se você chega em casa pensando no namorado (a) que foi embora, no amigo que brigou contigo, no emprego que perdeu... parecem horríveis, né? Mas, junte tudo isso e você terá uma bela história para contar, principalmente quando estes fatos estiverem no passado. Só é preciso que você tenha coragem de jogar os "ingredientes" numa forma e deixar que se processe. Quantas vezes você não se põe a contar seus infortúnios passados como gostosas aventuras que venceu?
Já ouviu aquele ditado: "Tem um limão nas mãos? Então faça uma limonada"?
Pois é....

PENSE NISSO!

A SAÍDA ESTÁ LOGO ACIMA

Estava conversando com um grande amigo, o Fernando, que há muito tempo está morando na Espanha. Ele está agora ministrando palestras de Programação Neuro-Linguistica e também sobre a Inteligência Multifocal (Teoria filosófica do Dr. Augusto Cury e que será alvo de alguns posts por aqui também). Como não poderia deixar de ocorrer, nosso papo, em pouco tempo, passou a girar sobre crenças, que era a nossa principal área de atuação quando trabalhávamos na Pastoral da Juventude.
Durante a conversa, lembrei-me das tantas vezes que pessoas nos procuravam para pedir ajuda porque não encontravam saídas para seus problemas, e quando estes problemas nos eram contados víamos que o que ocorria, de fato, era exemplos clássicos de como estar preso a crenças limitantes levavam ao desespero, mas muito dificilmente à resolução.
Eram pessoas que enfrentavam situações para as quais elas tinham soluções que não funcionavam, mas que insistiam em repetir as tentativas.
Gente que não conseguia sair de relacionamentos difíceis, simplesmente porque não conseguia enxergar outras alternativas que não se entregar ao sofrimento inútil e ao conformismo.
Gente que não conseguia pagar suas dividas porque insistiam em manter um estilo de vida que não combinava com as suas realidades.
Gente que tinha uma exigência quanto ao que os outros poderiam oferecer, mas não sabiam como retribuir e não entendiam porque as pessoas se afastavam.
Depois desta conversa, ele me mandou um e-mail com esta metáfora, sugerindo que eu a aplicasse nas minhas próximas palestras sobre resolução de problemas. Resolvi começar por aqui.

Confira:

"Se um falcão for colocado em um cercado com um metro quadrado inteiramente aberto por cima, o pássaro, apesar de sua incrível habilidade de voar, será um prisioneiro. A razão é que um falcão sempre começa um vôo com uma pequena corrida em terra. Sem espaço para correr, nem mesmo tentará voar, permanecerá prisioneiro pelo resto da vida nessa cadeia sem teto.

O morcego, criatura notavelmente ágil no ar, não pode sair de um lugar nivelado. Se for colocado em um piso completamente plano, tudo que consegue fazer é andar de forma confusa, dolorosa, procurando alguma ligeira elevação de onde possa se jogar.

Um zangão, se cair em um pote aberto, ficará lá até morrer ou ser removido. Ele não vê a saída no alto, por isso, persiste em tentar sair através dos lados próximos ao fundo. Procurará uma maneira onde não existe nenhuma, até que se destrua completamente, de tento se atirar contra o fundo do vidro.

Há pessoas como o falcão, o morcego e o zangão: atiram-se obstinadamente contra os obstáculos, sem perceber que a saída está logo "acima."".

Pois é... você também faz isso? Então pare um pouco e olhe para outros ângulos, antes de tomar atitudes conhecidas, mas nem sempre eficientes.

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