domingo, 25 de agosto de 2013

FLUIDEZ NECESSÁRIA

Estava caminhando devagar pelas ruas de Poço Fundo, seguindo para uma noite gostosa de reencontro com os amigos, a cervejinha do sábado, quando ouvi, ao passar diante de uma das lanchonetes: "Pára com isso. Você não é assim...". Olhei e vi uma menininha claramente envergonhada, olhando para a mãe como se perguntasse: "E como eu sou? Você está magoada comigo por eu ser assim, uma criança que gosta de brincar?".
A questão é que talvez aquela mãe não saiba, como muitas outras, muitos pais, muitos professores e outras "autoridades" responsáveis pela Educação de nossas crianças, que ninguém nunca "é" nada! Sempre "estamos sendo". E muitas vezes cometemos o erro de repetidamente fazer quem a gente ama travar em suas ações, apenas por não conseguirmos lidar com as "tantas pessoas" que todos somos em uma só.
O pior é que muita gente faz isso exatamente quando seus filhos, alunos ou crianças que estejam sob sua responsabilidade estão na melhor fase, a do aprendizado de suas várias facetas. Talvez porque um dia tenha passado por isso, e agora acredita que "é assim que TEM que ser"...
Todo mundo já ouviu a boa e velha máxima de Heráclito, de que "ninguém pode banhar-se duas vezes no mesmo rio". Na verdade, podemos, sim, banhar-nos no mesmo rio, mas não na mesma água. Isso porque tudo flui, e mesmo o que parece igual não é mais o que era antes. O rio está no mesmo lugar, correndo pelas mesmas cidades, roças, florestas... e o visual, exceto por pequenas mudanças como assoreamentos leves (que depois de muito tempo se revelam grandes), continua praticamente o mesmo, mas o que o mantém assim é algo que está em constante mudança: a água corrente.
Assim também nós, seres humanos. Parecemos ser os mesmos (embora estejamos sempre em desenvolvimento, crescendo, vivendo, renascendo, morrendo...), porque assim somos vistos, mas pouco prestamos atenção ao fato de que cada pessoa, ainda que numa vida carregada de rotina, vive uma nova experiência a cada despertar de seus dias.
Às vezes (ou muitas) acreditamos que ninguém muda, que todos são como pedras, sólidas, impenetráveis, imóveis. Só que mesmo as pedras podem ser moldadas ou movimentadas, pela ação natural do tempo ou pelas mãos de um artista. No entanto, melhor é saber que podemos nos assemelhar à água corrente.
Muitas vezes, corremos limpos e transparentes pelo grande rio da vida, mas em outras carregamos muita sujeira e poluição.
Podemos congelar, podemos ferver, sublimar, virar nuvem, chuva... e assim temos o maravilhoso poder de nos purificar. É claro que dependendo do grau de impureza, talvez precisemos de alguma intervenção, mas como a água podemos, sozinhos, alcançar essa cura, essa limpeza natural.
Tudo o que precisamos, neste caso, é ter a mesma liberdade, a mesma autonomia que o precioso líquido dos rios. Podemos correr livres, escolhendo por onde ir, e descobrindo, de uma forma ou de outra, quais são os melhores caminhos. Se for pra parar em um lago, que seja por um breve tempo, apenas para descansar, para aprender, para se tratar ou ainda para ajudar alguém, mas de qualquer forma, cedo ou tarde, devemos seguir nosso curso. Que não aconteça de o lago nos transformar numa água sem condições de criar nada, ou ficarmos tão presos que, quando escaparmos, seja com tal violência que acabemos destruindo o que está à nossa volta.
Por isso, pais, mães, mestres... não transformemos nossas crianças em represas que um dia ficarão sujas e podres, ou que podem estourar um dia, por pura revolta. Ao invés disso, podemos ajudá-las mostrando caminhos para suas escolhas, permitindo a fluidez necessária.
É certo que às vezes será preciso direcionar, em outras até encanar, mas sempre acreditando que o rio que ajudarão a compor estará sendo de fato belo e caudaloso, que matará a sede, que refrescará o ambiente, que irá gerar vida!

"Minha querida Alma, seja fonte de respeito à autonomia e ao crescimento de quem eu amo"

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

RELAXE EM APENAS UM MINUTO

Bastou que eu reiniciasse as minhas postagens no P.M. e também começaram as dicas de temas para os artigos. São vários, e por isso vou trabalhando a possibilidade de discorrer sobre cada ideia aos poucos, ok? Continuem enviando sugestões, bastando para isso visitar a minha página "Insights" ou meu perfil no facebook, e muito obrigado pela colaboração, amigos e amigas.
Hoje recebi pelo menos 16 recados com um mesmo pedido: que fossem dadas algumas dicas para relaxamento e combate à ansiedade. Então, resolvi falar um pouco sobre esse tema ainda hoje, mesmo porque quem pede ajuda para isso é porque já se encontra ansioso, não é verdade?
De fato, conheço muitos profissionais, especialmente da área educacional, que vivem em constante tensão e estresse. E não são poucos os sintomas apresentados fisicamente por conta disso: dores de cabeça, tensão no pescoço, cansaço crônico, mau humor (este então...rs).
No entanto, todas as vezes que repassamos técnicas para combater os fatores que causam este incômodo geralmente recebemos de volta uma resposta do tipo: "Ah, mas eu não tenho TEMPO pra isso", ou "Se for pra fazer exercícios COMPLICADOS (e olha que nunca são complicados), é melhor FICAR COMO ESTÁ".
É fácil ficar estressado, tenso, ansioso... afinal, para isso basta um bom gatilho (a lembrança de uma dívida, um trabalho a fazer, uma reunião para tratar assuntos chatos, uma visita ao dentista...). Fazer com que  tudo isso vá embora com a mesma velocidade é que são elas.
A boa notícia é que existe algumas maneiras, sim, de conseguir se relaxar rapidamente e mandar estes sintomas para o lugar de onde vieram, seja qual for este lugar.
Vou repassar aqui algumas técnicas simples, que uso no dia-a-dia e que são também boas armas até para profissionais como atores, policiais e grandes conferencistas... Se funcionam para estas pessoas e para mim, um bipolar pra lá de ansioso, funcionará para você, com certeza. Algumas delas você pode fazer onde quiser, mesmo no trabalho ou durante uma reunião. Outras, podem ser feitas em casa, antes de sair ou logo depois de voltar do trabalho, mas todas tem uma característica em comum: podem ser realizadas em apenas um minuto, com resultados surpreendentes.

1 - Consciência da Respiração

Quando estamos ansiosos, ocorre uma mudança radical em nossa respiração. Ou ela fica mais rápida, ou simplesmente mais curta, e às vezes até com pausas longas. Isso muda também o ritmo do coração. Poucas vezes percebemos isso, e por essa razão não sabemos que basta controlar novamente este movimento para o problema sumir.
Experimente simplesmente prestar atenção à sua respiração. Inspire, levando o ar para o abdomen, segure por alguns segundos (conte mentalmente 1...2...3) e expire pela boca. Se estiver no meio de uma reunião, ou com várias pessoas em volta de você, a expiração pode ser feita pelo nariz, sem problemas. O importante é que ao tomar consciência de sua respiração, você toma também consciência de si.

2 - Conte regressivamente, olhando para cima

Algumas pessoas conseguem relaxar deixando de prestar atenção no que lhe aflige. Mas outras precisam se concentrar em algo para conseguir o mesmo efeito. Então, que tal esta técnica? Tudo o que precisa fazer é olhar para cima (se estiver de olhos fechados, imagine que está olhando para a sua testa), e começar a contar regressivamente de 60 a 0 (o tempo de um minuto). Se for bom de visualização, imagine os números passando à sua frente, como numa contagem de relógio. Se preferir, pode falar em voz alta... o que importa é manter o olhar para o alto e ir descendo a numeração (60...59...58...57...etc).
O "contar" te ajuda na concentração, e olhar para cima ajuda a reduzir pressão, a diminuir o ritmo da respiração e a relaxar... É por isso que sempre que alguém está deprimido, orienta-se que esta pessoa olhe para cima, pois isso "quebra" o padrão que leva a pessoa a ficar triste ou ansiosa.
Costumo usar esta técnica quando estou cansado demais e, por isso, com insônia. O simples ato de começar a contar geralmente me causa um relaxamento quase que instantâneo, e então esqueço as dores, diminuo o ritmo e... durmo gostoso!
Se a idéia não é simplesmente tirar uma soneca, no entanto, faça este exercício sentado(a) ou em pé, e em seguida retome suas atividades normais.


3 - Alongamento

Em geral, quem está ansioso também está tenso, e isso se revela nas contrações musculares que incomodam pra caramba. O pescoço geralmente é o alvo principal. As costas doem e as pernas também pagam o preço pelo estresse acumulado.
Experimente, onde estiver, fazer alguns exercícios de alongamento. Descruze pernas e braços, faça movimentos circulares com o pescoço, experimente esticar os braços e as pernas e depois relaaaxe... Se quiser, pode ir a um lugar mais tranquilo para fazer os exercícios. Afinal, basta um minuto, e ninguém nem notará sua ausência neste período, mas perceberá que você voltou mais disposta e tranquila.

4 - Grite!

Claro que não vou pedir para você chegar em casa, ou ir para o meio da sala de aula e começar a dar gritos, porque isso, no mínimo, vai assustar um bocado de gente. Mas se você tiver como ir para um lugar tranquilo, ou tiver a chance de praticar esportes que lhe permitam comemorar ou participar com bons gritos, não perca a oportunidade! Esta é uma das razões pelas quais adoro assistir a partidas de futebol no Campo da Liga. Lá, dá pra dar uns pitacos com um bom "PASSA ESSA BOLA, SEU PEREBA!", ou "Goooooooooolll!", ou ainda "Úúúúúúúúúhhhhh".
O que sai no grito não importa (e há quem diga que um bom palavrão ajuda também). O que vale é o relaxamento que você sente depois de "descarregar" essa energia acumulada.


5 - Tenha um caderno de anotações

Escrever o que lhe aflige aumenta a concentração, evita que você se distraia e faz a mente entender que o problema agora está devidamente "anotado", "guardado", e por isso tende a ser resolvido. Nosso cérebro então compreende que está na hora de desacelerar. Pensamos demais em um problema exatamente porque a ansiedade quer que nos lembremos dele o tempo todo, que não o esqueçamos. No momento em que o escrevemos num caderno, esta preocupação vai embora, e a ansiedade também.
Também serve para insones, que ficam "martelando" um assunto na cabeça e por isso não entram em estado de descanso. Anotar o problema, neste caso, ajuda a relaxar e a dormir, porque ele "vai estar lá" no caderno, no dia seguinte, e por isso pode ser deixado de lado naquele momento.


6 - Leitura leve

Não é à toa que nos consultórios médicos e odontológicos são deixadas à vista várias revistas, com os mais diversos temas, mas geralmente amenidades ou celebridades, com muitas fotos e muitas vezes poucos textos. Leitura leve é uma boa dica para diminuir a tensão.
Por isso, tenha em mãos uma revista em quadrinhos, um livro com muitas ilustrações, um jornal que tenha noticias dosadas com bom humor (evite as tragédias)... Ah, vale também uma boa palavra cruzada. Neste caso, você não lê, mas deixa o cérebro ocupado com outras atividades que não com o que antes lhe preocupava.


7 - Mastigar é bom... mas cuidado com o lanche

O mal de muitos ansiosos é o tal do chocolate, os lanches pesados... não é mesmo, chocólatras? Isso ocorre porque muita gente combate as preocupações com uma boa mastigada, e para isso acabam escolhendo alimentos não muito saudáveis. O relax, neste caso, não é provocado pela comida, mas pelo ato de comer. Depois é que vem o vicio por este ou aquele alimento.
Por isso, a dica é carregar consigo alimentos que sejam saudáveis, e que permitam uma mastigação firme, como frutas em geral (especialmente maçâs, laranja, caqui...), ou grãos como a castanha, por exemplo. Mastigar, sem pressa e com uma certa disciplina, ajuda a relaxar os músculos do pescoço e, consequentemente, boa parte do resto do corpo.
Aproveite e saiba que os alimentos sugeridos, além de serem práticos para o transporte, não te deixam com outro sentimento que também causa ansiedade: a culpa!

QUE NOTA VOCÊ MERECE?

Qualquer pessoa que já tenha tido algum contato comigo, tanto nas redes sociais como ao vivo e em cores (ou preto e branco, como preferirem), sabem o quanto gosto de metáforas. Hoje tive que me valer de uma para um pai que estava revoltado com o filho, por conta de algumas atitudes rebeldes, mas nada prejudiciais. Para ele, cada ato do filho era uma afronta, mas não percebia que ao falar sobre o assunto, esquecia de mencionar que, por conta de sua extrema dedicação ao trabalho, raramente tinha um tempinho sequer para pelo menos bater um papo com o garoto, deixando tudo nas mãos da esposa.
Não faço a menor ideia de como o menino vai na escola, mas me veio à cabeça esta história, de um autor desconhecido, sobre a qual pedi que refletisse um pouquinho.

O BOLETIM ESCOLAR

Era quarta-feira, 8h00. Cheguei a tempo na escola do meu filho –“Não se esqueçam de vir à reunião de amanhã, é obrigatória” – Foi o que a professora tinha dito no dia anterior.
-“Que é o que essa professora pensa! Acha que podemos dispor facilmente do tempo que ela diz? Se ela soubesse quanto era importante a reunião que eu tinha as 8:30! Dela dependia uma boa negociação e... tive que cancelá-la"!
Lá estávamos nós, mães e pais, e a professora começou dentro do tempo. Agradeceu nossa presença e começou a falar. Não lembro que ela disse, pois minha mente estava pensando em como ia resolver esse negocio tão importante. Já me imaginava comprando aquela televisão nova com o dinheiro.
“João Rodrigues!” – escutei desde longe – “Não está aí o pai de João?” – diz a professora.
“Sim, eu estou aqui” – contestei, indo receber o boletim escolar do meu filho.
Voltei pro meu lugar e olhei. “Para isso foi que eu vim? Que é isso?” O boletim estava cheio de seis e setes.
Guardei rapidamente, para que ninguém pudesse ver como tinha se saído meu filho. De volta pra casa ia aumentando ainda mais minha raiva, cada vez que pensava: “Mas, se eu dou tudo pra ele, não tem faltando nada! Agora ele vai ver!”
Cheguei, entrei a casa, fechei a porta de uma batida e gritei: “Vem pra cá, João!”
João estava no quintal, correu para abraçar-me. “Papai!”
“Nada de papai!”, gritei. O afastei de mim, tirei o meu cinturão e não lembro quantas vezes bati ao mesmo tempo em que falava o que pensava dele. “Agora vai pro teu quarto!”
João foi chorando, sua face estava vermelha e a sua boca tremia.
Minha esposa não falou nada, só mexeu a cabeça num gesto de negação e entrou na cozinha.
À noite, quando fui para cama, já mais tranquilo, minha esposa me entregou o boletim do João, que tinha ficado dentro do meu casaco, e disse:
- “Leia devagar e depois pense bem no que fez...”
Resolvi atender ao seu pedido...

Bem no começo estava escrito: BOLETIM DO PAPAI.

Pelo tempo que teu pai dedica para uma conversa contigo antes de dormir: 6
Pelo tempo que teu pai dedica para brincar contigo: 6
Pelo tempo que teu pai dedica para te ajudar com as tarefas: 6
Pelo tempo que teu pai dedica par te levar de passeio com a família: 7
Pelo tempo que teu pai dedica para te ler um livro antes de dormir: 6
Pelo tempo que teu pai dedica para te abraçar e te beijar: 6
Pelo tempo que teu pai dedica para assistir televisão contigo: 7
Pelo tempo que teu pai dedica para escutar tuas dúvidas ou problemas: 6
Pelo tempo que teu pai dedica para te ensinar coisas: 7

Média: 6,22

As crianças tinham qualificado aos pais. O meu filho deu para mim notas 6 e 7, mas sinceramente eu tinha merecido 5 ou menos. Me levantei e corri para o quarto dele, o abracei e chorei.
Teria gostado voltar no tempo... mas isso não é possível. João abriu os olhos, ainda com os olhos inchados pelas lagrimas, sorriu, me abraçou e disse:“Eu te amo papai!”. Depois fechou os olhos e dormiu.
Acordemos, pais! Aprendamos a dar o valor certo a aquilo que é mais importante em relação aos nossos filhos, já que disso depende o sucesso ou fracasso nas suas vidas.
Se você costuma tratar os seus filhos ou aqueles a quem você ama de acordo com a "nota" que eles te apresentam, já pensou qual seria a que eles dariam para você hoje?

Não sei, sinceramente, quando esta história vai dar alguma luz para meu amigo, mas espero, sinceramente, que esse "click" não demore...

"Minha querida Alma... seja fonte de compreensão, companheirismo e muito amor"

PRODUZINDO EMOÇÕES POSITIVAS

Olá, amigo e amiga do "Palavra Mágica". Enfim, após uma loooonga, mas não tenebrosa pausa, volto a fazer o que mais gosto na Net: Oferecer algo que possa ajudar as pessoas em seus desenvolvimentos. Sinceramente, desta vez espero de fato que a minha bipolaridade não me faça prometer, de novo, algo que eu não possa cumprir, e por isso apenas reafirmo que, sempre que for possível, estarei aqui!
Falando nisso, estava me lembrando de quando comecei a estudar as técnicas e os ensinamentos que me fizeram escolher, além do jornalismo, a área do treinamento da emoção. A primeira coisa que aprendi foi que nossas reações se dão através de atos e palavras que nos remetem a um foco. Muitas vezes, este foco pode ser positivo. Em outras, negativo. Qualquer um de nós pode fazer com que os outros entrem em um ou outro comportamento, com simples palavras, com uma simples frase, ou até mesmo uma simples pergunta.
Nem precisarei explicar isso de maneira muito extensa. Basta que você leia com atenção a metáfora abaixo, uma das preferidas para se explicar o que é PNL (Programação Neurolinguística), e saberá do que estou falando:

O que é PNL & Foco? 

Um jovem aprendiz de técnicas de auto-ajuda encontrou, na internet, um prospecto sobre cursos de PNL, com ênfase no Foco Positivo. Ele sabia que sua mãe já havia participado de eventos do gênero, mas nunca havia se interessado pelo assunto. Pensou então que as técnicas poderiam lhe proporcionar novos conhecimentos no campo que estava estudando, e resolveu perguntar para ela sobre isso que era, para ele, uma novidade naquele momento. Encontrou a genitora fazendo o almoço do Dia dos Pais, atarefadíssima, mas não deixou de fazer a pergunta básica.
"Mãe, a senhora participou de alguns workshops de PNL, não foi?".
"Sim, filho, e foram muito bons para mim", respondeu a mulher, sem parar de mexer com as panelas.
"Então, a senhora vai saber me dizer, porque estou curioso: O que é PNL, e como funciona esse negócio de "foco positivo"?", lançou.
"Ih, filho, já te respondo. Antes, vai lá na sala, onde seu avô está esperando o almoço do Dia dos Pais, e pergunte a ele como está o nervo ciático hoje".
O jovem fez como a mãe havia pedido. Foi até o velho e querido avô, e fez a pergunta solicitada. O velho se ajeitou no sofá, como que para diminuir um incômodo, e respondeu, fazendo cara de dor:
"Nossa, meu neto querido. Hoje está até bom esse maldito nervo ciático. Tem dias que me trava as pernas, e nem consigo andar. Hoje mesmo acordei com uma dorzinha, e de vez em quando dá umas pontadas chatas...".
O rapaz voltou e contou à mãe o que o pai dela havia respondido, e insistiu na pergunta: "O que é PNL e foco positivo, mãe? Quero fazer o curso, mas não sei se vai valer a pena".
"Tá bom filho...". a mãe despejou o macarrão na escorredeira para sair a água e de novo deu uma ordem: "Antes, vá de novo à sala e pergunte ao vovô qual foi a maior traquinagem que você fez quando passeava com ele".
O rapaz, um pouco a contragosto, voltou à sala, e fez a pergunta. "Vovô, você se lembra qual foi a maior traquinagem que fiz quando era garoto e a gente saia para passear?".
O velho abriu um largo sorriso, olhou para cima e respondeu: "A gente foi passear no parque, e eu resolvi te ensinar a andar de bicicleta. Te dei uma com rodinhas. Só que você, muito esperto, saiu muito rápido e nem olhou pra trás. Tinha um grupo de vendedores de balões nas curvas dos caminhos, e a cada uma delas você levava dois ou três balões na bicicleta, sem contar os que subiram e nunca mais foram vistos. Tive que pagar todos, mas me arrebentei de tanto rir", contou o senhor, às gargalhadas e fazendo gestos vigorosos ao repetir a história.
O jovem, rindo também, voltou á cozinha. "A senhora ouviu o que o vô falou, né, mamãe? Ele tá rindo até agora!".
A dona de casa então se virou e disse: "Então, meu filho. Você antes foi lá e perguntou sobre algo que faz seu avô sofrer. Ele imediatamente 'entrou no papel" e passou a representar todo o sofrimento que as dores do nervo ciático lhe causam, e ficou triste. Depois, você lhe fez ter uma lembrança gostosa, e viu como ele mudou? Ficou corado, alegre, vigoroso... porque assumiu a postura de alguém que estava feliz. Isso é pura PNL, e isso é ajudar as pessoas, dentro de suas realidades, a estabelecer um foco positivo e a fazer aflorar esta emoção".
"Puxa! Tão simples?", disse o rapaz, entusiasmado. "Obrigado, mamãe. Vou aprender mais, e assim poderei ajudar outras pessoas a terem também esta oportunidade".
E, com essa alegria, o neto voltou para a conversa com o avô, e passou a lembrar, com ele, todos os bons momentos de sua infância, passando, assim, uma tarde agradabilíssima de domingo, com muitos risos e muito carinho.

"Minha querida Alma... seja fonte de positividade, alegria e bem-estar"

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