sexta-feira, 4 de setembro de 2015

AH... ESSA TAL FELICIDADE...





Ah, essa tal felicidade... Volta e meia alguém, sabedor de meus trabalhos anteriores com a PNL e com o autoconhecimento, cismam de perguntar: Como saber se uma pessoa é realmente feliz? Você é?
Não é uma questão com respostas evidentes, e por um simples motivo: felicidade não se trata de algo que tenha uma indicação sólida, realmente visível. Acredito que ela está no interior das pessoas, e cada uma tem um jeito diferente de vivenciá-la.
Há quem se diga feliz por viver coisas simples. Há os que acreditam que ela está na "ostentação". Tem gente que sorri por pequenas conquistas e assim vive feliz, com uma vitória de cada vez. Outros entram em depressão porque não tem o carro do ano... Acredite, existem até aqueles que investem na tristeza e na dor, pensando que assim serão felizes!
De uma coisa eu tenho certeza. Ninguém quer ser infeliz!

Para mim (Bem claro: Para mim!), não tem como ser feliz sem desfrutar o que pudermos da vida. E não estou falando de questões relacionadas a poder financeiro, tecnologia ou algo parecido. Falo de curtir cada momento como sendo seu, e não da empresa, do patrão, do "que esperam de mim", do "que os outros verão, ouvirão ou sentirão quando eu tiver isso ou aquilo". Afinal, como pode ser feliz um pai ou mãe que não tem tempo para os filhos, alguém que não consegue se reunir com os amigos ou com a familia, ou não tem o seu tempo de "ser", de ficar só, de curtir a natureza (ou algo que seja seu hobbie), de estar com a pessoa amada, de sentir um abraço apertado e gostoso...?
Não confundo isso com uma busca frenética por prazer, muitas vezes conseguido em gotas com verdadeiros vícios comportamentais, que vão do consumismo à dependência química, prazeres fulgazes que exigem doses cada vez mais altas do "produto" para surtir o mesmo efeito.

Estado de espírito e liberdade

É fato também que a maioria das pessoas tem como definição de felicidade um "estado de espírito". Não se trata de um "momento feliz", uma conquista, um prazer efêmero, e tampouco a "ausência de problemas".
Mesmo porque, não existe vida sem problemas. Disso eu não tenho dúvida. Uma pessoa feliz sabe muito bem que dificuldades existem e talvez sempre existirão, mas não se pré-ocupa com elas, preferindo deixar cada coisa para ser resolvida a seu tempo.
Outro fator interessantíssimo é que não conheço ninguém que tenha controle sobre a própria vida que seja "infeliz", a não ser que não reconheça essa condição. Vivemos num mundo onde quase tudo, inclusive as decisões sobre o que faremos, deixaremos de fazer, iremos ou deixaremos de ir, o salário que teremos, a comida que comeremos (ou não), o que diremos, etc... estão nas mãos de outras pessoas, seja ela o chefe, o "amigos do face", a "sociedade"...
Para mim, isso explica tanta insatisfação, pois se trata de uma escravidão imposta pelos costumes, pelas "regras" e até por nossas próprias mentes (condicionadas a acreditar que o mundo tem que ser assim). Sei de pessoas que são felizes porque trabalham com vendas, e por gostarem disso se esforçam cada vez mais, conseguem promoções, crescem... Outras, no entanto, quebram o despertador a cada manhã, por saber que será "mais um calvário" que terá que enfrentar, senão perde o emprego e morre de fome.
Claro que é sempre bom manter o equilibrio, afinal, não dá pra esquecer do outro quando o assunto é o que queremos. Isso seria egoísmo. No entanto, como negar que é muito melhor nós mesmos fazermos nossas escolhas que deixar os outros decidirem o que é melhor? Eu não consigo pensar de outro jeito.

Beba da fonte

Não sei qual seria a sua fonte de alegria. Talvez você mesmo(a) não saiba, tão imerso(a) que esteja na "busca pela sobrevivência", mas tenho algumas perguntas que gostaria que fizesse a si mesmo. As respostas podem ser o seu bebedouro, o que irá matar a sua sede de felicidade.
A primeira delas é: "Eu quero fazer o que estou fazendo agora (seja um trabalho, participar de um grupo qualquer, seguir uma determinada 'tchurma'...)? O que isso me traz de benefício ou de problemas?". Analise as respostas e, se não houver, pelo menos por enquanto, algum jeito de "sair dessa", foque nos benefícios, até conseguir estar onde realmente deseja.
A segunda pergunta te leva a uma reflexão: "Quando o assunto é me sentir bem, onde foco a busca: em mim ou externamente?". Como eu disse, cada um tem o seu jeito de buscar a felicidade, mas sinceramente não acredito que ela esteja em "coisas", e sim, dentro de nós.
E o terceiro questionamento é ainda mais simples: "O que pode me fazer feliz, e que não preciso de dinheiro para ter, fazer ou ser?". Nem preciso dizer que, assim que conseguir a resposta, não há outra dica senão correr atrás! Isso não significa que você não possa ser feliz também gastando uma graninha, mas não vai entrar em desespero ou depressão pela falta dela, certo?

Sem condições

Gosto de lembrar também que felicidade não é algo que alguém "mereça" ou "não mereça". Ela é uma busca de todos, e na verdade alguns até a tem, mas são tão enganados pelas propagandas do consumo que não a percebem.
Também não é uma questão de "esforço", de "luta", etc... Ela está aí, dentro de você, esperando apenas que tenhas a coragem de puxar o fio que a prende no seu interior, revelando-a ao mundo.
Medo de ser feliz? Eu não tenho. E você?

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