domingo, 16 de outubro de 2011

PRA QUÊ?

Uma frase de minha amiga Maria Amélia no facebook, sobre simplicidade, me remeteu a esta bela lição, que aprendi logo nos primeiros cursos de PNL dos quais participei e que nunca mais esqueci.
Eram cerca de três horas da tarde, e um grande empresário da área de pesca resolveu sair com sua lancha para ver como estavam os trabalhos de seu barcos. No decorrer da fiscalização, viu um barco de pesca ancorado perto de uma pequena praia, seguida de uma montanha. O barco não era de sua empresa, mas lhe chamou a atenção o fato de que o dono dele estava deitado entre as pedras da montanha, e ao seu lado tinha uma vara de pesca "na espera".
Ele pensou: "Acho que vou fazer a minha boa ação do dia. Esse cara precisa aprender como ganhar dinheiro".
Se aproximou com a lancha e chamou o pescador. O homem, de bermuda, camisa aberta, tirou o chapéu que protegia o rosto na hora do cochilo e perguntou o que ele queria.
"Não vai pescar mais? Ainda tá cedo pra parar, meu caro!"
"Ah, não... já pesquei o suficiente pra hoje. Até já enviei parte do pescado para sua empresa".
"Hum... então. Se você voltar, pode pescar mais".
"Hum... pra quê?"
"Ora.. pescando mais, eu compro seus peixes, e você ganha mais dinheiro".
"Ah.. ganho mais... mas... pra quê?"
"Puxa vida... Ganhando mais dinheiro, você investe em melhorias no seu barco".
"É... melhorar o barco é bão.. mas... pra que?
"Melhorando o barco, você pega mais peixes, e consequentemente vende mais, e ganha mais dinheiro, e pode até comprar outros barcos".
"Nossa... isso é bão... mas... pra quê?"
O empresário já estava ficando exasperado.
"Ora essa! Desta maneira você contrata empregados, ganha mais dinheiro e fica rico, rapaz!"
"Ah.. então é pra ficar rico, que nem o senhor..."
"Isso!", animou-se o empresário.
"PRA QUE?"
O empresário perdeu a paciência!
"Olha aqui, seu burro! Ganhando mais dinheiro, você compra mais barcos, pesca mais, ganha mais, fica rico, e um dia então vai poder curtir a vida!!!"
"Hummm... então é pra isso?", perguntou o pescador.
E colocando de volta o chapéu no rosto, foi respondendo com sua calma habitual:
"Mas isso eu já faço! E o senhor?".
Precisa explicar?

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