segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

DESCONSTRUA-SE... E REFORME-SE

Estava assistindo a algumas reportagens sobre as tragédias que se abateram sobre milhares de pessoas no Brasil, por causa das chuvas dos últimos dias. Tanta dor, tanto sofrimento e uma constatação: ainda haverão outros casos idênticos nos próximos anos...
Por que?
Por um simples motivo: por mais que anunciem que "agora vai" e providências serão tomadas para evitar novas catástrofes no futuro, pode apostar que muitas destas ações serão apenas paliativos, ou seja, apenas "remendos" nos problemas que já ocorreram, e que não vão evitar o surgimento de novos.
Dai, o que vai acontecer é que retirarão algumas pessoas de alguns lugares, mas outras irão morrer nas próximas tempestades. Casas serão demolidas, e outras construidas em pontos igualmente perigosos...
Não se trata de pensamento negativo, mas uma constatação, com base em fatos. É como sair remendando pequenos buracos que vão surgindo em suas roupas, e quando você percebe está parecendo um mendigo ou com uma calça ou camisa sem a menor condição de uso.
Mesmo assim, o que deve valer para nós, e principalmente para os que terão o trabalho de reconstruir suas casas e vidas, é que a natureza tomou a iniciativa de destruir tudo para que uma nova oportunidade de se mudar suas crenças e conceitos surgisse. Se esta oportunidade for bem aproveitada, o caos que se instalou se transformará em uma nova realidade, um novo mundo. Mas se não for, ocorrerá o reerguimento de um problema antigo, que se repetirá de maneira cada vez pior.
No entanto, a idéia de escrever este post não surgiu apenas por causa do sufoco que passam ou ainda vão passar as vitimas das chuvas,  mas um insight que de repente tomou conta do meu cérebro: Agimos de maneira igual às dos governantes (e moradores) das cidades atingidas, mas com nossas próprias vidas.
Aí você me pergunta: Como assim?
Fácil entender. Basta avaliar como você está lidando com os problemas que enfrenta no seu dia a dia (e não estou falando de algo que começou ontem, mas que dura anos e anos, sem solução).
Na vida financeira, pode ser aquele velho problema com dívidas ou outros apertos, que você passa dias quebrando a cabeça pra resolver e quando consegue um "jeitinho" sente aquele alivio imediato, mas que só vai durar até o surgimento do próximo sufoco.
Na vida amorosa, aquela solidão que você resolve com uns (umas) "ficantes", ou o repetido erro de achar que descobriu seu principe ou princesa dos sonhos, e depois percebe que ele (ela) nasceu no mesmo lago de tantos sapos que você já encontrou em sua vida.
No trabalho, pode estar insatisfeito com o que faz ou com o que ganha, mas basta uns "bônus" de fim de ano ou de um mês especial para deixar a decisão de mudar de emprego ou pedir um aumento significativo para depois... e depois... e depois...
Sabe aquela goteira que você sempre diz que vai consertar mas nunca compra o material adequado e tampouco se lembra disso depois que a chuva passa? Pois é... estou falando disso também. Enquanto houver baldes para encher com a água resultante do buraco, esta goteira continuará lá. Talvez seja consertada apenas quando o teto cair.
Ou seja, insistimos em dizer pra nós mesmos que "vamos mudar nossas vidas" em momentos especiais (principalmente nas viradas de ano) ou quando as coisas apertam, mas o que fazemos é apenas mudar a forma de executar os paliativos que já usamos tantas e tantas vezes, sem nunca transformar em um centimetro sequer a base de nossas vidas.
Então, que tal começar a fazer isso AGORA?
Trate de derrubar as paredes das edificações mentais que te mantém prisioneiro(a) dos seus problemas, sejam eles materiais ou espirituais, e comece uma nova construção.
Ninguém faz uma reforma sem antes quebrar um bocado de paredes, principamente se pretende mudar o formato dos cômodos. É impossível, quando não perigoso, construir algo novo em cima de paredes e até mesmo alicerces podres. Isso é válido também para nosso modo de viver. Não dá pra criar uma nova forma de buscar o que se deseja (seja tranquilidade financeira, um amor de verdade ou simplesmente a tão falada e desejada "paz de espírito") simplesmente fazendo as mesmas coisas apenas de um jeito diferente, ou seja, muda-se o modo, mas mantém-se as mesmas crenças limitantes.
Muitos só mudam de vez quando ocorre algo semelhante às tragédias do Rio, do Sul de Minas Gerais ou, em tempos atrás de Santa Catarina. Ou seja, quando a vida nos força com alguma tragédia de ordem pessoal (fomos despejados, ficamos deprimidos por causa da solidão, fomos abandonos por nossos amigos por  estarmos sempre amargos e tristes, perdemos o emprego por que não demonstravamos nenhum interesse no trabalho ou começamos a usar drogas, a beber, a faltar na empresa...).
Ou podemos nos mesmos, deliberadamente, provocar estas transformações. Ir para outros lugares, revelar nossa insatisfação, deixar de lado, ainda que por alguns momentos, os nossos amigos, familia... buscar algo novo que talvez eles não possam oferecer, mas podem partilhar os frutos no futuro..
Toda mudança requer perdas momentâneas. Para se ter uma casa melhor, precisamos nos mudar por uns tempos ou aguentar muita poeira até que tudo seja reconstruído. Para conseguir um novo trabalho, muitas vezes precisamos deixar o velho emprego insatisfatório de lado. Para encontrar alguém especial e diferente, talvez seja necessário mudar os ambientes que frequentamos, e os tipos de alvos que procuramos.
A questão é: até onde você esta disposto a encarar estas perdas e mudanças de atitude?
Pare, reflita e decida-se pela transformação total! Pare de "remendar" de "fazer pequenos consertos" em sua vida e opte por uma reconstrução geral, mesmo sabendo que para isso, será preciso "desconstruir" muito do que você já tem. Para isso é preciso uma boa dose de coragem, e pelos menos três vezes mais doses de puro desapego (pois muitas vezes nos acostumamos e até "amamos" tudo o que temos, mesmo aquilo que só nos trazem infortúnios).
Claro que isso é apenas uma dica, um conselho. Dizem que conselho, se fosse bom, seria vendido, não dado... bem...até que tento vendê-los, mas enquanto eles não rendem nenhum dinheiro, vou colocando minha produção à disposição do público...rsrsrs.
Seja qual for a sua decisão, espero que seja muito, muito bem sucedido(a).

Minha querida Alma! Seja fonte de coragem e desapego. Minha querida Alma, seja fonte de MUDANÇA!

3 comentários:

  1. Decisões...esta é a parte mais dificil quando se fala em mudança, Toninho... Obrigado pela dica. Tava precisando

    ResponderExcluir
  2. Minha querida alma, seja fonte de desapego!!!!

    ResponderExcluir
  3. Minha querida alma, seja fonte de coragem e de desapego. Minha querida alma, seja fonte de calma e tranquilidade em minhas decisões.

    ResponderExcluir

Translate

POSTS MAIS RECENTES NO SEU EMAIL - CADASTRE-SE!